Nem sempre dizemos o que sabemos, mostramos o que queremos... mas quando temos opinião um mundo de ideias e divergências povoam a nossa mente. Porque não partilhá-las?
sábado, 17 de novembro de 2012
Beethoven's Silence By Ernesto Cortazar
Afastado das lides da escrita há bastante tempo, tempo demais para quem faz desta arte forma de vida e de expressão, vejo-me na obrigação quase piedosa de me desculpar perante os mais fiéis dos meus leitores. De som quase mudo, lento, muito calmo, Cortazar invade a minha alma e refresca o meu pensamento. Nunca aconteceu, consigo, deixar-se levar pela beleza inalienável de um trecho extraordinário, adormecer nos ombros da mais maravilhosa das melodias e esquecer por breves minutos todas as agruras e devaneios que, quase por bruxedo, mau olhado ou simples malquerer teimar em permanecer, abafar e sufocar a sua vida? Falta-me inspiração, falta-me a palavra, falta-me tudo... Um pequeno mas irritante desconforto perturba a minha mente. Passageiro? Talvez... mas enquanto as certezas não chegam resta-me abraçar os meus pequenos, olhar a sua vivacidade e vontade de viver para, com eles e por eles redobrar forças nesta batalha feroz chamada vida... E usar da música e de todo o seu poder dinamizador para capitalizar forças em busca da minha, nossa felicidade...
Para quem não acompanha de perto a minha vida, quase nada ou nada faz sentido nestas palavras escritas mais com o coração que com a cabeça. Quem me conhece sabe que há momentos em que nos sentimos em baixo e com vontade de explodir por dentro, quase sem deixar transparecer para fora sentimentos menos positivos de forma a não magoar quem verdadeiramente amamos. Quem me conhece verdadeiramente sabe todo o sentido que dei às palavras escritas no primeiro paragrafo desta prosa sem sentido. Prometo explicar. Mas não hoje... porque a incerteza do momento leva-me à prudência das palavras. Desculpem o enigma, eu sei, são coisas da minha cabeça...
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