sábado, 27 de agosto de 2011

Portagens... ou mais uma forma de assalto?!

Embora seja um contestatário da forma como as portagens foram implementadas nas ex-SCUT nunca reneguei a utilização das mesmas até porque à falta de alternativas somos obrigados, numa luta desleal contra a paciência, a frequentá-las. No entanto, a utilização era desfazada, sendo feita aqui e ali, sem regularidade diária. Usava, pagava, sem grande transtorno. Até aqui tudo bem. No entanto, quis o destino nesta semana que agora finda que tivesse que passar em diversas portagens electrónicas, três dias seguidos e em pontos distintos do Norte do País. Quando me dirigi a uma pay-shop para o devido pagamento, foi-me apresentada uma factura de 9,35€, sem designação de percursos, nem horários de passagens, muito menos de locais frequentados. Nada. Apenas um valor a pagamento, sendo-me ainda alertado pelo funcionário da loja que aquele valor podia ainda não ter em consideração o último dia de viagem. Ou seja, terei que me dirigir amanhã novamente a um terminal de pagamento para saber se não estou em débito para com o Estado. Vergonha, meus amigos, não encontro outro adjectivo para rotular esta verdadeira vigarice para com o povo Português. A pressa em ir ao bolso foi tanta que se esqueceram de coordenar os tickets de pagamento, estando as pessoas a pagar sem saber muito bem o quê. Pensando bem, aconselho quem quiser viajar a levar uma maquina de calcular ou uma caneta e registar os valores a pagamento àquando das passagens nos terminais de registo. Soma tudo, acrescenta mais 95cents para despesas administrativas e fica com a certeza que tem tudo pago. Já não bastava irmos para destinos desconhecidos e termos que ficar atentos aos desvios para não nos perdermos e temos agora que calcular também os percursos para não termos que ir segunda vez, propositadamente, a uma pay-shop saber se temos tudo em dia. Agora pergunto eu: perante tamanha falta de rigor em algo tão importante, se tivesse um carro de empresa, como justificaria junto da entidade patronal o pagamento de uma portagem, se o ticket não descrimina a hora de passagem nem o percurso utilizado? Não existem palavras para tamanha desorganização, apenas a certeza que de um país já de si desorganizado não podemos almejar a grandes virtudes nesse campo tão sensivel da esfera politico-social. E por falar em 95cents de despesas administrativas, este valor serve para pagar a utilização das camaras e devido encaminhamento dos valores para cobrança. Ora, isto dá pano para mangas, muitas mangas. Se o Estado tivesse cumprido com a sua obrigação, que era portajar na hora e à saida das viaturas, o contribuinte pouparia esses 95cents. Assim, poupou-se nas despesas em colocação de cabines de pagamento, e o povinho, sempre o mesmo, apanha por tabela.
Meus amigos, isto não tem outro nome senão um ROUBO. No meu caso acima descrito, se amanhã tiver que pagar o terceiro dia de utilização serão mais 95cents que pagarei, evitaveis se fossem facturados os tres dias em simultaneo. Agora, se multiplicarmos esse valor uns milhares valentes de vezes, se a esse valor multiplicarmos umas centenas de dias e juntarmos os ganhos com o aumento do IVA e impostos extraordinários, temos uma fatia de muitos milhões de euros anuais, que mesmo assim querem fazer-nos crer não serem suficientes para abater na divida pública. Por isso, temos que estar preparados para alguma nova manobra de diversão, rebuscada e imaginativa, para nos irem novamente ao bolso, sem termos tempo sequer para perceber como as coisas realmente funcionam.
Mas o que será que nós fizemos para nos tratarem desta maneira?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Especialmente para ti...

Perdoem-me os meus leitores mas as palavras de hoje vão em discurso directo para a mulher da minha vida.
Ao cabo de três anos de casamento, celebrados hoje, é mais que justo homenagear-te. Pelo que és, pelo que representas, pela força que me incutes, pela vontade que me dás de viver, dia após dia, mês após mês, ano após ano. Pelos momentos de felicidade partilhados, pelas frustações aguentadas, pelas alegrias sentidas, pelas angústias toleradas. Contigo sonho, contigo amo, contigo me perco nas ilusões de sentimentos que tornamos reais. Por ti me levanto, por ti luto, por ti faço das adversidades medalhas de mérito num mundo cada vez mais duro e cruel.
A nossa história não tem três anos nem onze, quando nos conhecemos. A nossa história começou a desenhar-se no dia em que nasci, pois acredito que o nosso futuro juntos já estaria desde essa altura já irremediavelmente traçado. E como todos os belos enredos de Amor, a nossa história guarda, de forma subtil e intemporal memórias que o tempo não pode, nem deve, apagar. Imagens de rara beleza, cravadas na tela da vida, qua mais não são senão a celebração do mais nobre e sincero dos sentimentos humanos. Amo-te, com toda a força, da forma mais pura e real que possas imaginar. Por isso não posso, nem devo, ficar calado nesta altura tão especial. Obrigado por seres quem és, por me fazeres quem sou. Pela filha linda que me deste. Pela vida que me devolveste. Obrigado por tudo. Mesmo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Descolamento de retina: A cegueira silenciosa

Servem as redes sociais e demais paginas da internet como diversão, contactos, formas de interacção com os outros. Criação de amizades e afectos. Convivências saudáveis de experiências ou formas de alimentarmos o bem estar com os outros. A internet é isto mas também muito mais. É um poderoso meio de comunicação e persuasão, que acarreta perigos, é certo, mas também pode, e deve, ser usado como forma de alerta para evitar problemas e dramas por nós vividos.
Por isso, hoje vou falar-vos da minha mãe, mulher a quem a vida, em golpes de estranha malvadez, nunca deu tréguas. De uma vida de sofrimento constante, tudo fez para que nada nos faltasse, por isso, tamanho infortunio foi para mim incompreensivel, mais uma forma de duvidarmos se realmente existe alguém superior a velar pela nossa segurança terrena. Nunca teve dinheiro em demasia, nunca cumpriu sonhos de criança, mas dizia que Deus tinha para si reservado os filhos como forma de felicidade.
A morte do meu pai foi o grande drama da sua vida, por muito que hoje se diga conformada os seus olhos transparecem ainda a tristeza infindável de quem sofre na amargura do silêncio. No entanto não é disso que hoje vos quero falar. Àquando do meu casamento, uma semana antes, na azáfama dos ultimos preparativos, minha mãe interceptou-me à entrada de casa e disse-me que desde aquela manhã que não sentia os olhos da mesma maneira. Seria quase como ter uma sombra na frente que lhe dificultava um pouco a visão. Preocupado, aconselhei-a a recorrer a um oftalmologista, porque isto da visão é uma coisa séria. Minha mãe, acto que não me deixou nenhum espanto, desvalorizou logo a situação, disse-me que seria a vista cansada, pois sofria de miopia grave há bastantes anos, disse-me ainda para não me preocupar, que se não se sentisse melhor iria ao médico. Fruto da ocasião, pudera, era o meu casamento, esqueci por dias o que ela me tinha dito. Uns dias depois da celebre data, minha mãe, muito preocupada, ligou-me a dizer que estava praticamente cega daquela vista. Foi pior que um murro a seco, no estômago, para mim. Corri a um médico amigo, que me aconselhou a procurar um grande especialista da area, com a maior urgência, pois tudo indicava ser um descolamento de retina, patologia associada a pessoas com miopia grave, que é reversivel com cirurgia se for tratada nos dias seguintes ao surgimento dos primeiros sintomas.
Como devem calcular, o tempo perdido entre os primeiros sintomas e a procura do especialista foi demasiado, ao cabo de três intervenções cirurgicas levadas a cabo pela espectacular equipa de oftalmologia do hospital de S.João, a minha mãe apenas recuperou uma ligeira sensibilidade à claridade, sensibilidade essa que já se está a desvanecer com o tempo.
Escusado será dizer que ainda hoje sinto um aperto no peito com esta situação. Sinto-me indirectamente culpado pela mesma. Afinal, se não fosse o meu casamento as coisas talvez tivessem sido diferentes. Acho que a minha mãe apenas não disse mais nada para não me estragar a festa, não pensando nas consequeências terriveis que poderiam daí advir. E é aqui que gostaria de focar o ponto crucial deste meu já longo texto: a falta de informação que muita gente tem em relação a este problema, que é grave, muito grave, cuja taxa de sucesso e retorno é inversamente proporcional ao tempo que se demora a procurar ajuda.
Por isso deixo aqui o meu apelo, e espero que contributo, para ajudar quem eventualmente um dia passe por algo semelhante: procure imediatamente um especialista. Se a intervenção ocorrer no próprio dia ou seguintes a recuperação é quase total.
Passe mensagem e vamos fazer deste poderoso meio de comunicação algo útil para a sociedade em que vivemos.

Abraço,
Miguel C.

domingo, 14 de agosto de 2011

E agora?

Vivemos dias de incertezas, meses de ansiedade... Por culpa de alguns, a corda na garganta aperta a cada dia que passa, num gesto lento mas terrivelmente angústiante. A crise não tem rostos, não tem culpados. A crise não tem origens, não tem identidade, não tem nada... E no meio de tanta crise, no meio desta guerra silenciosa mas letal o povinho, o pequenino, o que trabalha de sol a sol, o que sofre, chora, luta e age, é o que, estranhamente, se sente culpado por ela, pela crise maldita, sem rosto, sem cor, sem nada... Afinal, é ele, o povinho, o responsável pelo seu pagamento. É o povinho que vai ter que trabalhar mais e receber menos... é o povinho que vai ter que ganhar menos e descontar mais... é o povinho que, se tiver a infelicidade de adoecer, qual traição ao Estado soberano, vai ter que pagar mais na consulta, mais nos medicamentos e receber menos em sede de IRS. Pudera, ninguém lhe mandou adoecer... Se o culpado não fosse o povinho não se percebe tanta carga para cima dele, se o culpado não fosse o povinho não se justificaria ter de ser ele a levar com as contas da crise, se o culpado não fosse o povinho, o Estado, soberano e imparcial, não atiraria para cima das suas costas a responsabilidade de equilibrar novamente as suas contas.
Por isso, depois de meses e meses de investigação cheguei a uma conclusão: o povinho, trabalhador e honesto, é o culpado da crise. Não podem ser os senhores da banca, porque esses gerem o nosso dinheiro e fazem lucros monstruosos com ele... não podem ser os senhores da politica, porque perdem de ganhar salários muito bons, sacrificam a sua vida privada, para garantir o normal funcionamento do Estado. Claro que se tudo corre mal e o Estado entra em crise, a culpa não é deles, é do povinho, que foi desonesto e não descontou o que devia e eles, pela meia duzia de anos de excelente trabalho em prol da nação levam uma pequena reforma de alguns milhares de euros mais a garantia de um cargo público de relevo numa instituição qualquer de utilidade publica, mais uma prova que são competentes, logo, acima de qualquer suspeita.
Ironias à parte, e falando de coisas muito sérias, onde param mais de quatro mil milhões de euros do erario público? Quem foi o responsável pela sua delapidação? Quem foram os incompetentes que deixaram essa situação acontecer? Quem roubou o Estado ao seu serviço? O que mais me deixa perplexo nesta situação é o facto de ser o povo a ter agora que arranjar esse dinheiro estando os homens responsáveis por esta situação a gozar de uma bela reforma em casa, supostamente, por terem servido a nação. Se, na minha vida privada, for o responsável pela perda irreparavel de bens por parte de alguém, existe uma figura legal, chamada de "gestão danosa", que me pode mandar para a cadeia... estes gajos não lesam um homem nem dois, lesam toda uma nação e ainda lhes pagam por cima.
Ainda hoje, num tópico do meu amigo Jorge de Sequeira numa rede social, este perguntava se o povo estaria preparado para aguentar as novas medidas de angariação de receita por parte do Estado. Nova subida de impostos sobre bens essenciais. Claro que não, mas também ninguém se importa com isso. Afinal todos temos que comer e beber, temos que ir ao médico, temos que fazer seguros para tudo e para nada... Afinal temos que consumir. Não temos dinheiro? Não importa, o banco empresta, nem que para isso te fique com um terreno ou uma casa, com o qual vai arrecadar mais uns milhares na sua já enorme margem de lucro. Esta roda viva está a trucidar o povo, a rebentar definitivamente com as nossas energias. Já não basta trabalhar para sobreviver, é o laborar a pensar se o mesmo vai chegar para mantar aconchegado o estomago das nossas crianças... Estou preocupado, confesso, porque tenho uma menina de tenra idade para a qual trabalho já mais de 10 horas por dia e não vejo, nem por isso, a conta a crescer. E isto é terrivel, mais que o esforço fisico, é o psicologico deste emaranhado de sentimentos que nos invade no dia-a-dia.

Abraço

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Galácticos...

Era uma vez uma escola de Futebol... Mas não era uma escola qualquer. Era uma escola onde, acima de tudo, imperava a boa disposição, a alegria, o convívio e a fraternidade entre pais, atletas e simpatizantes. Era uma escola onde se aliava o trabalho ao rigor. O saber sempre mais sustentado numa formação contínua de jogadores e Homens. Uma escola onde a prioridade era sempre e primeiramente o desenvolvimento social das nossas crianças, numa sociedade cada vez mais informatizada, onde o contacto directo entre miúdos começa a ser uma utopia, onde os fecebook's e os youtubes substituem em tempo mas nunca em qualidade as verdadeiras brincadeiras das crianças.
Era uma vez um projecto aliciante... onde o sonho de dois homens se poderia tornar uma realidade. Formar, lançar no concelho uma das melhores academias de futebol do país. Fazer do trabalho e dedicação intensos a arma para tão arrojado projecto, incutir nas crianças a vontade de jogar sempre com alegria, fazer acreditar aos pais que tudo, tudo estaria encaminhado para o sucesso...
Era uma vez um grupo fantástico de crianças... que com tenra idade puderam "beber" dos ensinamentos de dois grandes mestres, que com imensa alegria e prazer passaram horas e horas praticando aquilo que mais queriam.
Era uma vez um sonho... que se esfumou, esmoreceu, desvaneceu, caiu tal e qual um castelo de cartas quase, quase, no seu topo. Certo que a escola não fechou, a formação continua, mas sem os seus grandes mestres, e como diz o anúncio, não é a mesma coisa. Sem os grandes timoneiros o barco fica à deriva mas ficará para sempre a gratidão pelos anos de trabalho desenvolvidos, pelos ensinamentos adquiridos, pela formação dada, pelos homens formados. Pela alegria incutida, pelos sacrificios suportados. Pela luta, suor, alegrias e tristezas. Pelas suaves frustrações e doces recordações. Por tudo, simplesmente...
Os contos de fadas têm sempre um final feliz, por isso quero acreditar que este conto ainda vai a meio. E, quando uns anos mais tarde, virmos estes miúdos, felizes, com vidas estáveis, a fazerem aquilo que mais gostam, aí sim, poderemos dizer que o trabalho ficou completo, e a tal felicidade dos contos de fadas alcançada.

Abraço...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saudade...

Há dias celebrou-se o dia dos Avós. Mais um dia dos muitos que se celebram. Mas este foi especial porque os avós são, por si só, especiais. E nesse dia, mais uma vez, fui invadido, esmagado, por sentimentos ambiguos, atropelado pela saudade, pelas suaves recordações de quem muito gosto mas, infelizmente, não pode estar presente. Tive uma infância dificil, confesso. Mas no meio dessa dificuldade tive sempre gestos de carinho, amor e ternura da minha avó paterna, grande, enorme mulher, sofredora mas amiga, trabalhadora e lutadora pela felicidade dos seus. Seu sorriso, triste mas sincero, guardo no meu coração como a melhor das heranças que me poderia ter deixado. Seus conselhos, generosos e construtivos, fizeram de mim um homem melhor. Seus gestos de carinho funcionavam como catalizador de vivências passadas, suas palavras de consolo eram alimento para minha alma, que me fortalecia, engrandecia perante as adversidades. Tudo nela era belo, tudo nela era perfeito.
À minha avó Maria e a todas as grandes avós deste mundo dedico estas palavras. E aos netos peço compreensão, capacidade de ajuda e retribuição do intenso amor que recebem por parte destas belas personagens do fantastico guião que é a nossa vida...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Prioridades...

Sinceramente, há coisas que por muito que me tentem convencer e explicar sinto uma certa dificuldade em compreender. E perdoem-me a minha ignorância ou falta de pensamento moderno ou liberal mas a lei do aborto foi uma das tais coisas que nunca me entrou bem na cabeça, por toda a envolvência que este tipo de leis implica.
Há dias li uma noticia que me deixou perplexo. Durante o ano transacto houveram quatro mulheres que praticaram o aborto medicamente assistido por dez(!) ocasiões. Cada uma! Tudo dentro da legalidade, portanto, esquecendo os aspectos morais de tal atitude, por aqui não há mal por onde se lhe pegue. No entanto, convem referir que todo o processo implicativo deste tipo de intervenções é totalmente suportado pelo Estado. Basicamente e dito de forma fria, o Estado paga estes abortos, gasta milhões de euros neste tipo de intervenções, suporta uma despesa totalmente desnecessária para os seus cofres e o abuso de quem deles beneficia é, pelos vistos, reincidente. Desnecessaria porquê? Porque o mesmo Estado deixa à disposição das mulheres e de forma totalmente gratuita meios contraceptivos, que ficam bastante mais baratos que os abortos supracitados.
O que me deixa realmente chateado, para não ser indelicado, é viver num país que enquanto paga este tipo de "cirurgia", esquece-se dos milhares e milhares de idosos que descontaram durante uma vida para agora viverem de tostões. É viver num país que não se importa de atribuir subsidios às mulheres que abortam e esquece-se completamente daqueles que com a força do seu trabalho enriqueceram alguns a hoje são votados ao abandono. É viver num país onde um asmático paga 60€ por uma bomba essêncial para o seu bem estar e uma mulher, com todos os meios possiveis e imaginários para evitar uma gravidez, com toda a informação que é disponibilizada nos dias de hoje, força o Estado a este tipo de injustiças.
Não culpo apenas as mulheres. Os filhos não são feitos sozinhos. É toda uma sociedade que criou as condições para este estado de coisas. Tanto queremos ser modernos que caímos no ridiculo deste tipo de situações. E já não há quem tenha mão nisto. Infelizmente.
Pergunto-me: valeu a pena a tão propalada despenalização? O aborto clandestino não acabou, ainda há milhares de mulheres que a ele recorre quando o prazo legal expira e, por outro lado, há casais que agora aproveitam esta benesse como novo metodo contraceptivo e forma de subsistência. É o país que temos...