A recente desclassificação da economia Portuguesa por uma das empresas de rating causou perplexidade por esse Mundo fora. De facto, tratou-se de uma medida desproporcionada, injusta, vergonhosa, totalmente desprovida de sentido, muito menos de bom senso. Momentos houveram em que tal atitude seria minimamente aceitável, passámos por uma crise politica, com a queda do governo e novas eleições, o que causaria a desconfiança de investidores e credores do Estado. Mas, pese embora esses factores, a classificação Nacional lá ia oscilando sem nunca cair verdadeiramente. Agora, esta semana, depois de uma cimeira de Bruxelas onde o novo governo mereceu os mais rasgados elogios pela vontade demonstrada em virar o rumo aos acontecimentos e dois dias após a mesmo governo anunciar uma medida extra para equilibrio das contas públicas, somos brindados com esta pérola norte-americana, uma verdadeira seta que atingiu de forma certeira o coração de um país de si já moribundo. O timing para isto não é inocente e apenas vem confirmar aquilo que já de há muito se falava em off: As débeis economias Europeias (casos de Portugal, Espanha, Irlanda e Grécia) estão a ser vitimas de uma verdadeira guerra do Dolar face ao Euro. Se não, como se justifica o facto de ser precisamente quando o país se começava a estabilizar para se dar uma rasteira desta natureza e fazê-lo cair novamente? Porque razão são as empresas de rating Norte-Americanas a tomar o controlo das principais praças de investimentos à escala planetária? Porque é que a Europa e o BCE assistem a esta verdadeira tentativa de assassinato económico impávidos e serenos como se não fosse nada com eles? Será que ainda não entenderam que o enfraquecimento destas praças Europeias funcionam como forma de ataque à moeda unica e consequentemente ao enfraquecimento do mercado Europeu face ao Norte-Americano? Tantas, tantas questões se levantam... O que é certo é que o nosso país, fruto de décadas e décadas de maus investimentos e gestão se encontra num buraco e, em vez de nos darem a mão, ajudarem-nos a saltar para fora dele e assim continuarmos a dura caminhada rumo à estabilidade económica e financeira, as grandes potências financeiras Mundiais, munidas de pás e picaretas, ainda nos empurram mais terra para cima até ao enterro final. E nós, feitos otários, ainda os recebemos no nosso país, numa cimeira mais que duvidosa, que supostamente seria para dar a paz ao Iraque mas que na realidade serviu para esse mesmo país, os EUA, demonstrarem mais uma vez a arrogância e o autoritarismo, tipicos de quem tem a mania que é dono e senhor do Mundo.
Já não bastava a classe politica que actualmente prolifera no nosso país e ainda temos que levar com as políticas traiçoeiras dos outros... realmente, um azar nunca vem só e assim resta resignarmo-nos à nossa sorte e esperar que dias melhores nos acompanhem.
Um abraço do tamanho do Mundo,
Miguel C.
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