Era uma vez uma escola de Futebol... Mas não era uma escola qualquer. Era uma escola onde, acima de tudo, imperava a boa disposição, a alegria, o convívio e a fraternidade entre pais, atletas e simpatizantes. Era uma escola onde se aliava o trabalho ao rigor. O saber sempre mais sustentado numa formação contínua de jogadores e Homens. Uma escola onde a prioridade era sempre e primeiramente o desenvolvimento social das nossas crianças, numa sociedade cada vez mais informatizada, onde o contacto directo entre miúdos começa a ser uma utopia, onde os fecebook's e os youtubes substituem em tempo mas nunca em qualidade as verdadeiras brincadeiras das crianças.
Era uma vez um projecto aliciante... onde o sonho de dois homens se poderia tornar uma realidade. Formar, lançar no concelho uma das melhores academias de futebol do país. Fazer do trabalho e dedicação intensos a arma para tão arrojado projecto, incutir nas crianças a vontade de jogar sempre com alegria, fazer acreditar aos pais que tudo, tudo estaria encaminhado para o sucesso...
Era uma vez um grupo fantástico de crianças... que com tenra idade puderam "beber" dos ensinamentos de dois grandes mestres, que com imensa alegria e prazer passaram horas e horas praticando aquilo que mais queriam.
Era uma vez um sonho... que se esfumou, esmoreceu, desvaneceu, caiu tal e qual um castelo de cartas quase, quase, no seu topo. Certo que a escola não fechou, a formação continua, mas sem os seus grandes mestres, e como diz o anúncio, não é a mesma coisa. Sem os grandes timoneiros o barco fica à deriva mas ficará para sempre a gratidão pelos anos de trabalho desenvolvidos, pelos ensinamentos adquiridos, pela formação dada, pelos homens formados. Pela alegria incutida, pelos sacrificios suportados. Pela luta, suor, alegrias e tristezas. Pelas suaves frustrações e doces recordações. Por tudo, simplesmente...
Os contos de fadas têm sempre um final feliz, por isso quero acreditar que este conto ainda vai a meio. E, quando uns anos mais tarde, virmos estes miúdos, felizes, com vidas estáveis, a fazerem aquilo que mais gostam, aí sim, poderemos dizer que o trabalho ficou completo, e a tal felicidade dos contos de fadas alcançada.
Abraço...
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